segunda-feira, 23 de agosto de 2010

FECHANDO A BOCA DOS LEÕES - Parte II

1. Quatro leões que precisam ser amarrados

1.1. Riquezas, dinheiro (Mamom): o Diabo está procurando tragar a igreja através do dinheiro. Muitos crentes não conseguem dizimar e ofertar porque estão presos ao dinheiro e às riquezas. A palavra diz que o “... amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (I Tm.6:10). O próprio Senhor Jesus nos advertiu que é impossível servir a Deus e às riquezas (Mamom-grego) ao mesmo tempo (Mt.6:24). É um plano sinistro. A pessoa não dizima nem oferta porque está presa ao dinheiro e, assim, fica debaixo de maldição, impedida de receber as bênçãos que o Senhor quer dar a ela (Ml.3:8-11). Dessa forma, o Diabo rouba as riquezas que deveriam estar nas mãos da igreja. É preciso fechar a boca desse devorador. Ele agia em Babilônia, que era um reino que vivia para ostentar suas riquezas e grandezas, mas Daniel, que viveu a maior parte de sua vida ali, não se deixou dominar por ele.

1.2. Lascívia e imoralidade sexual: nunca houve tanto bombardeio na área sexual como nos dias de hoje. Muitos estão presos à pornografia, por exemplo. Existem pais de família que entram na internet para visitar sites pornográficos, abrindo assim a porta para que demônios possam devorar não só a eles como também à sua própria casa. Uma característica desses leões é que eles, quando conseguem devorar alguém, não devoram somente a pessoa mas também toda a sua família (Dn.6:24). Pessoas que têm pensamentos impuros constantemente, mulheres cheias de sensualidade. Tudo isso são sinais de que este devorador está agindo. Babilônia era um reino extremamente imoral. O próprio carnaval moderno tem suas origens nas festas e orgias promovidas nos palácios de Babilônia. Também sobre este demônio Daniel foi vencedor durante todo o tempo em que viveu ali.

1.3. Rebelião, Feitiçaria: em princípio, poderíamos pensar que aqui se tratam de dois demônios distintos mas, na realidade, não são. Trata-se de um único principado (I Sm.15:23). Todo feiticeiro é um rebelde, assim como todo rebelde é um feiticeiro. O princípio básico da feitiçaria é a rebelião contra Deus, através da busca do oculto. Alguém diria: mas a feitiçaria jamais entrará dentro da igreja! Infelizmente, isso não é verdade. As pessoas não praticam artes mágicas, mas estão presas à todo tipo de rebelião, manipulação e controle, que são manifestações do mesmo devorador. Gente que fala mal do patrão, dos pais, dos líderes civis, líderes religiosos, enfim, de todo tipo de autoridade que se levante sobre sua vida. A feitiçaria clássica é aquela em que a pessoa tenta influenciar ou manipular outros através de feitiços. Quantas mulheres, por exemplo, se rebelam contra os maridos tentando manipulá-los. A figura clássica para isso na Bíblia é Jezabel, feiticeira, servidora de Baal e que se rebelava contra a autoridade do marido tentando manipulá-lo a fim de exercer autoridade sobre toda uma nação. A rebelião era algo muito presente em Babilônia. Na busca pelo poder, as pessoas faziam de tudo para destituir as autoridades constituídas e assim assumir o lugar delas. O que distinguiu Daniel diante de todos os reis aos quais serviu foi justamente a sua fidelidade.

1.4. A Religiosidade: esse é um dos devoradores mais sutis que têm estado dentro da igreja. A religiosidade se manifesta, principalmente, através da justiça própria e de obras mortas. Aqueles cheios de justiça própria dificilmente assumem seus erros e experimentam um quebrantamento genuíno, afinal, estão sempre justificando os seus erros. Sempre se consideram vítimas de algo ou de alguém e com isso tentam justificar seu pecado. Já as obras mortas se manifestam naquelas pessoas que tentam ostentar espiritualidade através do fazer. Precisam fazer algo para achar que estão bem espiritualmente. Quando não estão desempenhando nenhuma atividade começam a se sentir rejeitados pela igreja. Junto com a religiosidade sempre há o espírito de engano, que tenta cegar as pessoas para que não enxerguem as verdades espirituais. Em Babilônia havia um panteão de deuses. O próprio imperador era considerado um deus. A religiosidade era presente em cada lar, no entanto, as pessoas continuavam vazias e longe do verdadeiro Deus.


(Continua na próxima semana)

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